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Sistema de cotas.
Bem, eu me acho suspeito, pois, eu nunca abordei sobre esse tema a respeito. Já escrevo há dois anos e vejo que vivendo a experiência sou bastante experiente para falar a respeito do assunto. Bem, vejo o sistema de cotas como uma alternativa plausível para àqueles que (como eu) não tiveram uma educação básica de qualidade. É claro que não podemos minimizar a importância da melhoria do ensino de base, mas, saliento que ser favorável ou contra não é a melhor alternativa a fim de iniciar o debate em razão da polêmica que envolve o sistema em si. Nesses dois anos o que mais vejo são pessoas que necessariamente não precisam estar ali e estão por caprichos e pura vaidade; pessoas que possuem condições de renda muito boa para pagar boas Universidades privadas e até estudar no exterior! Uma discussão intensa por conta da revogação da lei com base na ação por incostitucionalidade de um deputado estadual daqui do Rio (que não possui nenhuma lei a fim da melhoria da educação básica) foi votada pelo Tribunal, pois o mesmo deputado alegava que a lei é "racista e demagogica" e não atende ao seu proposito: diminuir as desigualdade sociais. Para ver como são as coisas: um homem na figura de um legislador que possui o poder de criar leis entre seus pares não possui uma contraproposta a problemática que gira em relação a um determinado seguimento da sociedade não ter acesso ao ensino superior por conta um sistema "meritocrático" que privilégia demagogos de todas as espécies que se quer terminam o curso. Então, fica a questão: quem é o demagogo dessa estória? Creio que o problema reside em quem legisla e não em quem se beneficia de determinada lei seja ela qual for. Os "analfabetos jurídicos" que se quer possuem conhecimento da Constituição Federal existem em escala geografica por km quadrado. Mas, o que mais intriga mesmo é o fato do deputado não apresentar nenhuma proposta como descrevi acima. Então, seja em Brasília ou no Rio de Janeiro estamos de fato muito "bem" representados, não?
Escrito por Rodrigo às 21h36
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Praxe acadêmica.
Eu tive a minha primeira experiência fazendo um trabalho de campo. Eu e minha colega de turma Tatiana procuramos investigar o "Universo neopentecostal" e a lógica financeira que envolve esse seguimento religioso. Muitas pessoas diziam que eu ia acabar me apagando ao "objeto de estudo" e me convertendo a religião. O tempo inteiro as pessoas diziam isso (risos). E eu lhes digo: sobrevivi! Não me converti a religião e terminei minha pesquisa. Palmas para mim, por favor! (risos)
Escrito por Rodrigo às 20h47
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A produção e reprodução de idéias.
Nesses dois anos estudando Ciências Sociais notei que embora haja um leque cultural enorme a fim de construir novos valores, novas idéias e proporcionar autonomia do individuo determinadas pessoas continuam atadas aos velhos valores, as velhas idéias e ao antonimo da autonomia: a heteronomia. Muitos do meus "colegas" renunciam a própria autonomia e criatividade na defesa de "coisas" que não condizem com suas experiências pessoais. Eu me vejo perseguido por alguns desses "colegas" de turma na Universidade. Eu estou sempre fugindo a fim de conservar algo que não me tiraram ainda: meu livre-àrbitrio enquanto estudante, produtor de novos valores, novas idéias e ator proporcionante de autonomia, e agente capaz de estar desatados aos velhos valores, as velhas idéias a heteronomia em torno de "movimentos", "coletivos" e seus semelhantes.
Escrito por Rodrigo às 22h02
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Debates acalorados.
Há tempos não encarava debates tão acalorados dentro da Universidade. Há tempos mesmo. Eu tenho uma professora que é vereadora aqui no Rio. Então, uma manifestação foi feita, a "professora-vereadora" teve um ataque de nervos com os dizeres (impronunciáveis em meu blog) a respeito. A coisa ficou preta! A "professora-vereadora" não suportou a pressão e rasgou os cartazes. Então, na aula todo mundo esperava que ela se pronunciasse a respeito, fato que ela não fez. Na saída da aula a acompanhei até o corredor, e em seguida muito amigávelmente a convidei para um debate público junto com outros vereadores na Universidade. O que ela concordou! Então, é crer para ver.
Escrito por Rodrigo às 20h26
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Acabou a moleza.
Depois de feriados e mais feriados chegou a hora de pegar no pesado. A professora já fez a proposta de encararmos uma prova daqui algumas semanas. Tava tudo muito bom para ser verdade.
Escrito por Rodrigo às 16h13
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Um mês cheio de feriados.
Muitos professores optaram por voltar a dar aulas somente depois dos feriados. Aqui no Rio de Janeiro esse mês comprometeu o começo das aulas e o próprio calendário inteiro. Meu feriado de Semana Santa começou na quarta-feira passada. Lembrando que a primeira semana de Abril começava as aulas em pleno dia primeiro (dia da Mentira), e vocês acham que sai de casa? Claro que não! A primeira semana foi para "recepcionar" os calouros, e nada de aulas. Na próxima semana não terei aulas na terça e quinta-feira. E na última semana de Abril temos feriado de Tirandentes (21/4) e São Jorge (23/4). Como estudar durante esse mês?
Escrito por Rodrigo às 19h37
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A Luta pela formatura.
Eu estou tentando antecipar minha formatura ao máximo. Não posso ficar mais de 4 anos e meio dentro de um curso de graduação, eu quero ser Cientista Social e quem deve permanecer esse tempo na Universidade são estudantes de Direito e Medicina. Chega de enfrentar greves e delongas! Essa semana foi o começo das inscrições em disciplinas, e me deparo diante de um absurdo tremendo, fico impedido de cursar a disciplina por conta de poucas vagas sendo oferecidas. Paciência, paciência.
Escrito por Rodrigo às 23h23
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Em cima da hora.
Os professores pediram trabalhos para serem entregues e feitos em cima da hora na última semana de aula. Segunda-feira - 02/03 - Peguei notas de Filosofia da Educação. Terça-feira - 03/03 - Entrega dos trabalhos de Antropologia e Estastítica. Quarta-feira - 04/03 - Pegar trabalho de Sociologia para ser feito. Quinta-feira - 05/03 - Não tive aula. Sexta-feira - 06/03 Apresentação de seminário de Prática Pedagogica em Educação Inclusiva e entregar trabalho de Sociologia. Quarta-feira - 11/03 - Pegar trabalho de Medologia para ser feito de última hora e de qualquer jeito. Sexta-feira - 13/03 - Entregar trabalho de Metodologia feito de última hora e de qualquer jeito.
Escrito por Rodrigo às 14h36
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Enrolação dos professores.
A enrolação dos professores fez com que esse semestre atribulado terminasse pela metade. A ementa proposta foi dada de forma incompleta, pois, eles (os professores) possuem apenas uma semana para o lançamento das notas na internet para fechar esse semestre maldito de aulas. E agora? Vai enrolar mais ainda?
Escrito por Rodrigo às 21h58
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Feriado prolongado merecido - Parte 2.
Já faz tempos que não escrevo no meu blog. Pois bem: eu andei tão ocupado nesse periódo desde a última vez que eu escrevi "metendo a cara" nos cadernos. Meu recesso acadêmico começa hoje, e terminará somente dia 2 de Março. Ufa! Vou ter tempo o suficiente para não pensar em Universidade, professores, trabalhos e outras "coisitas" mais.
Escrito por Rodrigo às 11h42
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Feriado prolongado merecido.
Na semana passada foi tudo muito trabalhoso, pois, dediquei dois dias para ficar em tempo integral na Universidade.
Na quarta-feira me comprometi a passar um filme como forma de complementar a disciplina que estavamos tendo.
Na sexta-feira fiquei em termpo integral para assistir aulas de Licenciatura e fazer uma prova de Sociologia.
Perfeito, e agora descanso e somente voltarei para lá na próxima quarta-feira.
Palmas a mim mesmo.
Escrito por Rodrigo às 00h22
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Estudando em Janeiro.
Essa é a primeira vez que eu estou estudando em Janeiro, e eu posso dizer que está sendo um mal necessário.
Esse ano estou planejando defender minha monografia.
Vocês devem estar surpresos, pois, este é o meu segundo ano na Universidade, mas, eu tenho apressado algumas disciplinas de outros semestres, por isso devo terminar rápido o curso.
Eu estou selecionando o tema que tratarei na monografia ainda.
Mas, torçam por mim.
Escrito por Rodrigo às 11h59
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Jeitinho Universitário.
Passei por um aperto recente.
Fiz um estágio não remunerado na faculdade no periódo de greve. Dai, teve uma burocracia enorme em torno da documentação, a mulher queria que eu refizesse o meu estágio, porque, eu não tinha dado pedido ao documento antes, dai, eu pedi para ela me emitir o documento assim mesmo e parar de tanta formalidade, porque, estava faltando alguns dias para o conselho de classe e não ia ter "jeito" de fazer de novo, senão eu ia ficar reprovado.
A "velha" me fez duas vezes entregar a papelada na faculdade e lá na burocracia onde ela trabalha, eu entreguei tudinho, dai, a "velha" disse que eu fiz tudo errado, só para atrasar o meu lado.
Dai, eu entreguei o papel para o meu professor sem assinatura da velha e o meu professor me aprovou na disciplina dele assim mesmo.
Tive que dar um "jeitinho" porque, senão eu ia ter que refazer a disciplina de novo no ano que vêm e eu estou tendo aula com o meu melhor professor dessa disciplina e ele está prestes a se aposentar.
Para você nesse caso: válido ou condenável? Coloque-se no meu lugar.
Eu estive comentando com meus colegas e desconhecidos pela internet e eles concordaram comigo.
Escrito por Rodrigo às 12h36
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Fim de greve.
A greve acabou. Finalmente! Na próxima segunda-feira tudo voltará ao normal (ou talvez não)
O clima de incerteza é grande.
Eu estava lendo uma entrevista com uma Antropologa da Universidade de São Paulo em que ela fala contra o sindicalismo dentro da acadêmia e que estes estão somente a fim de defenderem interesses corporativos.
É o desgaste de um modelo Universitário, não concordam?
Escrito por Rodrigo às 17h08
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Entre mortos e feridos...
escutei rumores de que as aulas podem voltar antes da greve completar seus noventa dias.
Nós estamos quase lá, no dia 15 de Novembro serão sessenta dias de greve.
A incerteza está sobre a cabeça de muitos em relação as consquistas que podem ser alcançada. Eu não tenho costume de criar expectativas quanto a isso, não por pessimismo, mas, porque, não tem sentido mesmo.
Nesses últimos tempos ficou claro que a relação entre o professor e o aluno foi para o "saco" e que a "roda do mundo" fala mais alto do que esse idealismo Pedagogico.
Quando escrevo "roda do mundo" sabe sobre o que estou me referindo, certo?
Dinheiro, money, la plata.
Escrito por Rodrigo às 02h13
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