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Diário de um Universitário


Sistema de cotas.

Bem, eu me acho suspeito, pois, eu nunca abordei sobre esse tema a respeito. Já escrevo há dois anos e vejo que vivendo a experiência sou bastante experiente para falar a respeito do assunto.

Bem, vejo o sistema de cotas como uma alternativa plausível para àqueles que (como eu) não tiveram uma educação básica de qualidade. É claro que não podemos minimizar a importância da melhoria do ensino de base, mas, saliento que ser favorável ou contra não é a melhor alternativa a fim de iniciar o debate em razão da polêmica que envolve o sistema em si.

Nesses dois anos o que mais vejo são pessoas que necessariamente não precisam estar ali e estão por caprichos e pura vaidade; pessoas que possuem condições de renda muito boa para pagar boas Universidades privadas e até estudar no exterior!

Uma discussão intensa por conta da revogação da lei com base na ação por incostitucionalidade de um deputado estadual daqui do Rio (que não possui nenhuma lei a fim da melhoria da educação básica) foi votada pelo Tribunal, pois o mesmo deputado alegava que a lei é "racista e demagogica" e não atende ao seu proposito: diminuir as desigualdade sociais. 

Para ver como são as coisas: um homem na figura de um legislador que possui o poder de criar leis entre seus pares não possui uma contraproposta a problemática que gira em relação a um determinado seguimento da sociedade não ter acesso ao ensino superior por conta um sistema "meritocrático" que privilégia demagogos de todas as espécies que se quer terminam o curso.

Então, fica a questão: quem é o demagogo dessa estória?

Creio que o problema reside em quem legisla e não em quem se beneficia de determinada lei seja ela qual for.

Os "analfabetos jurídicos" que se quer possuem conhecimento da Constituição Federal existem em escala geografica por km quadrado. 

Mas, o que mais intriga mesmo é o fato do deputado não apresentar nenhuma proposta como descrevi acima.

Então, seja em Brasília ou no Rio de Janeiro estamos de fato muito "bem" representados, não?

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 21h36
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