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Louco para sair da Universidade.
Eu estou há um ano dentro da Universidade. E eu simplesmente não agüento mais a rotina, as pessoas, tudo, tudo e tudo.
Muitas pessoas falavam dessa fase do Universitário: a fase da indisposição total.
Eu estou cursando o 4º semestre da faculdade agora. Todo o semestre é a mesma coisa:
a) Não ir na primeira semana de aula por causa da "recepação aos calouros", pois, de fato não terá aula.
b) Babaquices na internet de estudantes de outros cursos que se comportam como uns mal educados e não se comportam dessa forma pessoalmente. Uns idiotas, uns estúpidos, que chega a me dar nojo.
c) A "frescura" de algumas garotas que só pela voz, você nota que é e a define com esse adjetivo: fresca.
d) O número de disciplinas na grade que são exageradas e fazem com que você venha a escolher um número exagerado de disciplinas e depender do número de vagas não tão geneneroso oferecido.
Entre outras inúmeras coisas que me fazem cada vez mais ficar louco para sair da Universidade.
Seria esse o preço do conhecimento?
Porque, se for... ele tá bem caro!
Escrito por Rodrigo às 13h57
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Coisas da Universidade.
Nessas férias mantive contato com algumas pessoas pela internet em relação a Universidade. É ilusão pensar que as pessoas viajam, vão para outros lugares ou sequer esquecem que a Universidade existe.
As pessoas ficam um tanto ansiosa a volta as aulas.
Tanto que pela conversando com muitas delas é comum que digam: "eu fui a Universidade hoje."
Que estranho, não?
Escrito por Rodrigo às 16h44
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Fim de férias (ou talvez não).
Na próxima segunda-feira será o dia de volta as aulas (ou talvez não). É provável que eu possa matar saudades dos meus colegas de turma (ou talvez não). Os professores e sindicalistas devem deliberar sobre a greve (ou talvez não). É provável que eu possa conhecer outras pessoas de outros cursos, pois farei aulas de Licenciatura nesse semestre (ou talvez não). Essa será a segunda greve que pegarei no meu periódo de Universidade (ou talvez não). Caso tenha greve, poderia me dedicar mais as leituras que estava fazendo no periódo de férias e terei mais tempo para estudar Gramática Francesa (ou talvez não). Quantas dúvidas, quantas incerteza terei que conviver nesse semestre (ou talvez não).
Escrito por Rodrigo às 13h52
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Questões éticas.
Olá pessoal. Eu e alguns colegas de diversos cursos na Universidade entre os quais se enquadram: Medicina, Matemática, Filosofia, Engenharia, Ciências Sociais entre outros estamos discutindo a questão do cumprimento da carga horária por parte dos professores.
Creio que mesmo de férias, os estudantes mais consciêntes das grandes questões que envolvem a Universidade, não deixam passar "em branco" o que está acontecendo nas nossas barbas.
Em tempos de probabilidades de greve fica a questão: diante da falta de responsabilidade e ética com a dedicação que o magistério exige, será que algum desses professores que não se sentem responsáveis por cumprir a carga horária em quarenta horas devem ter resguardado o seu direito a greve?
Eu sou franco em dizer que não vejo com bons olhos o direito a greve em orgãos públicos, uma vez que somos contribuintes e por execelência deveriamos ter um serviço a nossa disposição sem essa tendência a paralizações de toda espécie, pois, nós estamos falando de dinheiro público. Certo? E logo o "direito" deles termina quando o "meu, o seu e o nosso" começa (assim creio eu).
Eu comecei o debate em razão a esses acontecimentos. Logo que as aulas começarem entrarei em contato com os "representantes" estudantis, pois, há uma tendência deles ficarem em cima do muro ou se posicionarem do lado errado ao contrário dos estudantes (quando digo lado errado me refiro ao sindicato dos professores, já que como expus acima: eles não cumprem a carga horária e logo não deveriam ter o direito de ficarem fazendo greve).
Escrito por Rodrigo às 12h03
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Férias finalmente.
Fiquei muito tempo sem responder, mas, eu estou de volta.
Férias finalmente!
No último sábado tive que fazer um trabalho de campo "incrível" da disciplina de Goegrafia, e para a minha supresa a professora tinha dito que eu tinha faltado a prova final. Dá para crer nisso? Nem acreditei! Fui na segunda-feira fazer a prova final, a professora foi caridosa demais comigo.
A Universidade estava tão vázia quando fui fazer a prova final. Eu confesso que nas últimas semanas, não tivesse paciência de ir para a Universidade somente para ir ficar pegando nota e pedi que os meu colegas o fizessem por mim.
Então, é isso, não é? Férias finalmente!
Escrito por Rodrigo às 21h02
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Quase de férias.
Nessa semana meus professores resolveram dedicar seu tempo para irmos a Universidade para sabermos se fomos aprovados ou teremos que ir para a prova final.
Eu vou ser sincero que não posso dedicar tempo e nem dinheiro de passagem de ônibus para isso tendo a certeza que fui aprovado em boa parte dessas disciplinas.
São coisas que me deixam... sei que preciso ser paciente, mas, são coisas da Universidade que me deixam... vou esperar que todas as notas saiam, espero não ter que fazer prova final em nenhuma delas.
Escrito por Rodrigo às 22h45
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Probabilidade de greve.
Está tendo a probabilidade de uma greve na Universidade. Os alunos de diversos cursos estão atônitos, pois, a última greve durou quatro meses e nenhuma reinvidicação foi atendida.
A discussão está em torno dos "meios" empregados para se conseguir determinados "fins" por parte de seus membros.
Sendo estes "meios" considerados por demais ineficientes para se conseguir determinados "fins" por parte dos estudantes.
Escrito por Rodrigo às 15h36
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Eleições para o Centro Acadêmico.
O Centro Acadêmico de Ciências Sociais convocou eleições para decidir a respeito de sua nova gestão. A reprodução do que vemos a cada dois anos nas eleições nacionais se reproduziu no âmbito acadêmico: panfletos, cartazes, propostas surreais e ataques contra colegas de curso estavam no cardápio para todos os gostos.
Fui convidado para participar da "chapa" com menor probabilidade de vitória. Algo que recusei, uma vez que não compartilhava com muitas das idéias defendidas e propostas e devido as manifestações de muitos de seus membros que chegavam a ser em alguns casos escandalosas e patêticas.
No fim desse "show" bizarro de manifestação "pró-Democracia" ficou constatado que caso um dia viesse a fazer parte disso, eu o faria exclusivamente com o intuito de ver o quão forte é o meu poder de persuasão frente aos outros que possuem a mesma educação que eu.
Escrito por Rodrigo às 11h15
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Quanto mais se estuda, mais ignorante se fica.
Eu estava refletindo esses dias ao observar as pessoas que quanto mais elas estudem, não importa o quanto, elas ficam burras e ignorantes, é claro.
Isso me lembra uma frase do Jonh Maynard Keynes: "A dificuldade porém não reside nas idéias novas, mas na preocupação de fugir das antigas, que se insinuam pelos escaninhos do entendimento daqueles que, como quase todos nós, receberam a mesma formação"
Isso que o Keynes dizia e eu estou querendo reproduzir por aqui: as pessoas por mais que estudem não possuem essa preocupação em fugir das idéias antigas, elas não estão abertas as novas idéias. Isso é o que eu chamaria de "desonestidade intelectual", porque, nós estamos recebendo a mesma educação com os mesmos professores e eu creio que devido a isso, no mínimo, deveriamos pensar com um tom mais realista no tocante as normas que tem estado em voga na sociedade Brasileira.
Quando eu digo "desonestidade intelectual", digo pelo fato de se criar uma utópia para a solução das grandes questões do nosso País.
Quando converso com algumas pessoas da Universidade, elas parecem querer subestimá-lo no tocante a História.
Então, como eu ia dizendo no começo da minha escrita: a "desonestidade intelectual" chega a criar mitos na História que não existiram com uma carga muito grande de paixão, amor etc. Uma coisa que faz com que um estudante de Ciências Sociais seja visto com um certo desprezo, a partir do ponto em que esses "mitomâniacos" que querem lhe subestimar de todas as formas com falácias Históricas defendendo icones de forma tão apaixonada e sem senso crítico algum.
No futuro devo relatar outras formas de "desonestidades intelectuais", pois, o que se mais tem tido no curso de Ciências Sociais nesse um ano que estive no curso são mitos de pessoas que possuem uma boa educação e formação intelectual.
Será que essas pessoas estão doentes?
Será que essas pessoas sofrem de mitomânia e de uma grande necessidade de mentir para os seus semelhantes como forma a subestimá-los?
Termino com essas questões.
Escrito por Rodrigo às 12h54
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Os "perfis" dos estudantes Universitários.
Os estudantes se dividem em três grupos:
a) Aqueles que são uns vagabundos orientados por partidos políticos, uns vermes que não estudam e não deixam os outros estudarem devido a determinação e a necessidade que eles têm em fazer os outros de massa de manobra com a sua ladainha demagogica em torno de uma pseudodefesa da Universidade.
b) Nos vagabundos nocivos que vão para a Universidade fumar maconha e ficar de olho na próxima "chopada" que estar por vir, uns animais que estão pouco se lixando em produzir de forma útil para a comunidade acadêmica, "estudantes" pertencentes as classes mais abastadas.
c) E no grupo de estudantes sérios que trabalham e possuem dificuldades sérias em frequentar as aulas, seja por causa da bolsa auxilio de bosta, seja por que trabalha e têm filhos.
O que pensar por conta desses "perfis" que habitam a Universidade?
Que tipo de líderes estamos criando? eu estava conversando com o meu irmão a respeito do tipo de líderes que estamos formando nas Universidades.
Eu estava refletindo a respeito desse negócio de DCE e CA como o reflexo do tipo de representes que teremos no futuro seja como Parlamentares ou Chefe Executivos.
Você vê que a maioria desses estudantes que se dizem representar os interesses dos estudantes são os que menos estudam dentre os que citei no grupo "a" por exemplo.
É tudo produto da mesma demagogia de sempre, é a reprodução do "sistema" na formação dos "valores" políticos daquela classe que vai nos (des) governar no futuro.
A manutenção do "sistema" começa nas Universidades do "sistema".
É nisso que temos que prestar atenção.
Escrito por Rodrigo às 18h19
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O extremismo que mata.
Nessa semana estive conversando com uma colega de faculdade a respeito de umas "figuras extremistas" que vemos pelos corredores. Nós ficamos nos indagando do seguinte: essas pessoas agem de uma forma tão "desconexada" com a nossa realidade.
Nossa conversa se desenvolveu no tocante as inscrições de "chapas" para as eleições para os Centros Acadêmicos.
Muitas pessoas não se sentem a vontade em compor chapas com alunos ligados a partidos políticos de extrema-esquerda (esse termo pode ser considerado e levado em conta? Pois, como a Guerra Fria acabou pensei que esses termos "esquerda" e "direita" tivessem caído num certo desuso).
Muitos desses extremistas de "esquerda" são motivos de chacotas com músicas e piadas de todo o tipo.
Eu escreverei mais coisas a respeito disso no futuro.
Escrito por Rodrigo às 00h31
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Novidades do semestre.
Eu optei por estudar de noite nesse semestre, eu estou me sentindo bem melhor, pois, eu posso dormir até tarde.
Só de pensar que não precisarei me deparar com as pessoas vázias e desagradáveis que via durante o turno da manhã me sinto tão bem.
Quando eu estava próximo de voltar as aulas em meados de Março, eu fiquei com tantas dúvidas em relação a continuar ou não.
Eu nunca pensei que fosse um caminho tão pedregoso cursar uma Universidade, caminho que vejo ter muitas milhas para andar ainda.
Os professores no turno da noite parecem ser mais compreensívos, pois, eles não se preocupam muito com provas e sim com trabalhos e participações nas aulas.
Eu me sinto aliviado, pois, é um estresse a menos.
Escrito por Rodrigo às 23h13
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Comunistas e caricatos; caricatos e comunistas.
Na Universidade fico observando alguns estudantes militantes de partidos políticos que defendem idéias totálitarias aos quatro cantos.
Observo que são pessoas que não possuem nenhum respeito entre os outros. Ora por suas opiniões, ora por serem uma coisa que não são - defensores dos pobres e oprimidos.
Muitos desses "comunistas e caricatos" são pessoas oriundas de classes abastadas. Pessoas que sempre tiveram tudo na vida e nunca precisaram trabalhar; pessoas que não possuem respeito e compreensão no seio dos seus familiares pelas idéias útópicas e totálitarias que defendem.
A questão que fica é a seguinte: você confiaria em um líder que nem mesmo no seio da própria família é respeitado e possui o valor que deveria ter como filho ou filha?
Escrito por Rodrigo às 14h38
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Trabalhos logo no começo do semestre.
Eu vou ser sincero que eu não sou muito fã de fazer trabalhos logo no começo do semestre. Os professores chegaram me "bombardeando" de fichamentos e resenhas para fazer.
Nós estamos em Abril senhores, em Abril.
Os trabalhos não podem ficar os trabalhos para Junho ou Julho?
Escrito por Rodrigo às 18h39
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A Universidade que temos e a universidade que queremos.
Olá pessoal, eu sei que eu estou algum tempo sem comentar no blog, mas, com a volta as aulas, eu não pude comentar. Nesse começo de semestre pude escutar a opinião de diversas pessoas sobre uma idéia do tipo de Universidade que temos e a Universidade que queremos.
Em um primeiro aspecto que estive conversando com uma amiga que cursa mestrado em São Paulo, não pude deixar de escutar suas queixas quanto a forma da em que o mestrado e as exigências em que isso implica para o aspirante a mestre. Minha amiga relatou-me que as exigências estão a quem do que se pode cumprir em termos de tempo e dedicação para o curso, uma vez que os professores querem disponibilidade total do mestrando e não oferece nenhum tipo de bolsa para o mesmo, uma vez que terá que se dedicar inteiramente ao mestrado.
Em um segundo aspecto que estive conversando com alguns meninos que diziam se sentirem discriminados na Universidade, uma vez que a "acadêmia não era feito para aceitar negros etc", eu creio que ele não está errado em sua afirmativa, mas, essa questão está sendo aos poucos superadas, uma vez que a tendência é "abrir o funil" e não deixá-lo restrito a uma determinada classe social como no século passado.
Com esses relatos devo ter a idéia da Universidade que queremos: uma Universidade que conceda mais incentivos para os seus aspirantes a titúlos de mestres e doutores e uma universidade mais pluralista em termos étnicos.
Escrito por Rodrigo às 21h25
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