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Diário de um Universitário


Um mês muito corrido.

Eu estive estudando bastante. Eu fiz a prova para o Mestrado em Relações Internacionais na segunda-feira passada. Dai, eu nem tive tempo para atualizar o meu blog.

Eu estou indo para o terceiro capítulo da minha monografia. Eu estou tratando sobre a organização jurídica do Mercosul (caso não tenha comentado com vocês). Eu espero estar até Dezembro ou Janeiro defendendo a monografia.

Vamos ver no que vai dar. As coisas estão indo de acordo como eu programei desde Setembro digamos assim.

Eu pensei que não daria conta. Mas, eu estou dando conta e as coisas estão correndo bem.

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 22h03
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Monografando.

A minha vida anda muito corrida povo. Eu estou pegando o ritmo agora. Eu estou estudando para  a prova do mês que vêm para o mestrado em Relações Internacionais. O mês de setembro foi complicado assimilar tudo, mas, eu estou conseguindo assimilar.

O tema da minha monografia é sobre o Mercosul - Mercado Comum do Sul - e sua organização jurídica institucional.

Eu consegui me encontrar no tema, sabem como? Quando eu sai da dedicatória e dos agradecimentos aos meus professores (risos).

Vou voltar ao meu batente. Abraços.

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 12h41
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Nem tudo parece ser o que é.

Hoje eu fui no antigo pré-vestibular comunitário onde eu fiz o preparatório para ingressar no curso de Ciências Sociais. Eu recebi um convite do antigo coordenador do curso que falou que um grupo de cineastas que estavam interessados em filmar um documentário com alunos egressos pelo programa de ações afirmativas.

Eu achei curioso no começo, mas, depois que soube do que se tratava não gostei muito da idéia, porque, a orientação que está sendo feita o documentário (pelo o que me foi explicado) quer explorar uma vertente que não tem absolutamente nada a ver com a vivência que tenho tido na Universidade e venho descrevendo nesses dois anos aqui no blog.

A idéia do documentário possui um enfoque "racial" em relação a negros que ocupam cargos políticos, empresarial, do quilombola e do estudante negro que ingressou na Universidade.

Eu fui a uma reunião hoje, e eu relatei que a situação é muito mais complexa e de que não está fundamentada somente num efoque etnico como seus idealizadores acreditam. Quando eu fiz meu relato, notei um tom desdenhoso quanto a  minha experiência por parte da equipe que me escutava em relação a conversa e no sentido de não se enquadrar no que eles possuem em mente quanto a orientação que o roteiro do documentário deve ter. Tanto que o rapaz que estava lá quis terminar a reunião rápido e se antecipou anunciá-la enquanto estavamos conversando e relatando nossa experiência. Ele chegou a sair de sala algumas vezes. Até parece que eles queriam escutar um discurso vitimista. É aquela coisa: "Se a mensagem não lhe agrada, não atire no mensageiro".

Mas, o que eu posso fazer? É a realidade, não posso dizer algo diferente exceto aquele que vivo no meu dia-a-dia; que descrevo no meu blog e que possui um enfoque voltado a estrutura da Universidade (a estrutura corporativista propriamente).

De uns tempos para cá muitas pessoas tem valorizado demais a questão de "raça" (eu disse "raça"? Quem tem "raça" é cachorro),  é uma questão "importante", mas, por favor, nem tudo gira em razão disso.

Nesses dois anos conheci pessoas maravilhosas, muitas idéias e experiências em relação ao "mundo" que estamos inseridos estão sendo construídas lá.

A experiência que foi construída com cada um dos meus colegas (independente de cor é claro) é algo importante também. Miscigenação não é algo que se faz somente na cama, é a troca política, cultural e social dentro de uma sociedade plural, e isso significa bastante para mim. Isso é o que faz a diferença de estar dentro da Universidade apesar de suas contradições como venho descrevendo ao longo desses dois anos.

Eu acho que participar desse documentário, só me faria trair toda a opinião, palavras, frases e orações que tenho escrito e expressado ao longo desses dois anos no meu blog. O que é bastante significativo para mim. Pois, caso o contrário não estaria escrevendo e seria um baú guardando tudo comigo mesmo: minhas alegrias, frustrações, incertezas, tristezas, dúvidas e por ai vai. Ainda mais que eu soube que o documentário vai ter a participação de um cineasta americano, hum. Já se vê para onde a coisa vai descambar quando tem dedo de "Ianque" no meio. Vai querer colocar uma visão que não tem nada a ver com a nossa realidade, quando eu digo a "nossa realidade" é a realidade do Brasil.

Eu conversei com eles, e eu coloquei que a questão é muito mais profunda do que propriamente essa coisa dicotomica de "raça" e etnia, quando há um todo que envolve privilégios no meio acadêmico, hierarquização do conhecimento (aluno tabula rasa e professor portador unilateral do conhecimento) entre outras aberrações que vejo e relato no meu blog e disse nesse encontro que tivemos hoje.

De fato nem tudo parece ser o que é, pois, se as coisas fossem assim, o mundo seria bastante chato, né?

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 22h50
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Reflexôes sobre o ambiente acadêmico e o funcionalismo público.

Algumas semanas atrás depois de entrar de férias estava discutindo com alguns amigos sobre a questão que envolve o corporativismo dentro do sistema de ensino.

Tudo começou com uma coisa que aconteceu numa aula do curso de Licenciatura. Um rapaz que trabalhava no Conselho Tutelar fazendo defesa de algo que de fato não acontece: defesa das crianças de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. A defesa das normas desse estatuto e da idéia surreal de que os menores abandonados estaria sendo bem tratados foi empreendida por esse colega de turma de forma tão contudente e quase incontestável com um ar de cinismo que soou tão hipócrita e corporativista que muitos dos meus colegas se sentiram ofendidos e fora necessário que saissem de sala de aula por conta do ocorrido.

O grau de insensibilidade a cada palavra ministrada naquele seminário era tão clara que foi impossível se portar como se nada estivesse acontecendo sem que qualquer tipo de manifestação expressando um misto de raiva, indignação e até mesmo nojo fosse feita e tivesse exposição no rosto de cada um dos meus colegas de turma.

Nesse dia cheguei atrasado na aula, e não me inteirei muito do que estava em jogo na discussão, até que isso aconteceu.

Em conversas com colegas do curso de Ciências Sociais fora do ambiente acadêmico (por telefone ou internet geralmente), já me posicionei algumas vezes sobre a estrututura da Universidade e o que o corpo docente tem para nos "oferecer" em termos de conhecimento. Pois, é impossível conversar sobre esses temas dentro da Universidade sem que haja censura por parte de outros colegas que não enchergam esse mesmo problema e até mesmo defendem esse modelo.

Cheguei algumas conclusões que cobrar eficiência desses "Doutores" de fato soa estranho para eles mesmos. Eles se encontram em uma situação estratégica onde podem trabalhar sem prestar contas do que estão fazendo para ninguém (sendo inclusa a sociedade que custeia nossos estudos e pesquisa ou até mesmo o Estado que possui o dever de nos ministrar um ensino de qualidade conforme a Constituição) e que a solução para que esse estado de coisas acabe seria  acabar com a estabilidade do emprego público e melhor fiscalizar o que estão de fato fazendo.

É claro que isso deve ser melhor analisado e é algo que sempre envolve polêmicas. Pois, há àqueles que defendem a manutenção desse estado de coisas, sem nenhum tipo de constrangimento com a sua manutenção. Mas, isso é o que eu defendo em clara oposição. Pois, os professores ou qualquer funcionário público que fique dez, vinte ou até mesmo trinta anos dentro de qualquer orgão público nunca vai exercer seu trabalho com uma certa eficiência, e o que de fato estão fazendo é a reprodução dos modelos que sempre criticamos e vemos todos os dias nos jornais expressa em uma única palavra: corrupção! É claro que de uma forma diferente, mas, que estão fazendo estão de alguma forma.

A teoria que formulei com base nessa experiência foi a seguinte: se alguém aperta uma porca, não há motivo para que ele mude o modo que ele aperta a porca. Assim como alguém que bate um prego numa madeira com um martelo, não há motivo para que ele bata de uma forma diferente exceto aquela que ele está acostumado a bater.E isso se aplica a esse modelo de funcionalismo público que temos hoje.

 

 



Escrito por Rodrigo às 15h54
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"Representantes" e "representados".

Algumas semanas atrás antes de entrar de férias estavamos discutindo sobre "representantes" e "representados".

Chegamos algumas conclusões (por mais que ficasse claro no nosso dia-a-dia) de que o excesso de "representantes" em nada muda nossa vida como "representados" e quando algo muda é rísivel e insignificante.

Na Universidade temos "representantes" para todos os grupos: estudantes negros, homossexuais, estudantes dos mais variados cursos, coletivos e movimentos, mas, representatividade que é o bom e a idéia que norteia o dito "movimento ou coletivo" a principio vão se perdendo no caminho.

A demagogia domina, os "campeões" da democracia perdem qualquer tipo de moral fundamentadas no que estes mesmos entendem como uma relação saudável entre representantes e representados. 

Assim, pequenas oligarquias vão se formando. Pessoas que somente representam seus próprios interesses em detrimento dos interesses da maioria.

Vejo que grande partes dos nossos males começam dentro da Universidade lamentávelmente com posições como essas. A questão da representatividade está em crise, pois, a estrutura que as coisas se encontram possuem um caráter tão mecanicista que qualquer mudança ou reinvidicação parece um tipo de "pecado" ou uma "heresia" digamos assim.

Então, fica a questão: como reinvidicar e propor mudanças na condução das coisas com uma estrutura tão desfavorável  e estruturada da forma que está dessa forma?

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 14h34
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Férias e leituras.

Bem, eu estou de férias. Mas, não tenho tempo para moleza. Eu estou na fase final do meu curso, eu preciso ler três livros para a monografia.

Vou tratar sobre o Mercosul e o seu arcabouço jurídico institucional.

A professora que está me orientando me deu onze livros pra compor a minha monografia.

Eu vou precisar de muitas disponibilidade para leitura nesse momento.

 

 



Escrito por Rodrigo às 19h26
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Gripe Suína e provas finais.

A gripe suína fez com que as aulas fossem adiadas e consequentemente as provas finais.

Vou ter tempo para colocar as matérias em dia para a prova final.

Me desejem boa sorte. Abraços.



Escrito por Rodrigo às 20h26
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Uma semana inteira de provas e seminários.

A minha agenda de atividades Universitárias estão lotadas essa semana.

Acompanhe os dias:

Segunda-feira, dia 13: Seminário de Educação e prova de Sociologia.

Terça-feira, dia 14: Seminário de Técnica de Pesquisa.

Quarta-feira, dia 15: Prova de Ciência Política.

Quinta-feira, dia 16: Prova de Sociologia.

Sexta-feira, dia 17: Seminário de Sociologia.

Semana agitadinha, não? Mas, eu vou sobreviver.

 

 



Escrito por Rodrigo às 11h19
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Sistema de cotas.

Bem, eu me acho suspeito, pois, eu nunca abordei sobre esse tema a respeito. Já escrevo há dois anos e vejo que vivendo a experiência sou bastante experiente para falar a respeito do assunto.

Bem, vejo o sistema de cotas como uma alternativa plausível para àqueles que (como eu) não tiveram uma educação básica de qualidade. É claro que não podemos minimizar a importância da melhoria do ensino de base, mas, saliento que ser favorável ou contra não é a melhor alternativa a fim de iniciar o debate em razão da polêmica que envolve o sistema em si.

Nesses dois anos o que mais vejo são pessoas que necessariamente não precisam estar ali e estão por caprichos e pura vaidade; pessoas que possuem condições de renda muito boa para pagar boas Universidades privadas e até estudar no exterior!

Uma discussão intensa por conta da revogação da lei com base na ação por incostitucionalidade de um deputado estadual daqui do Rio (que não possui nenhuma lei a fim da melhoria da educação básica) foi votada pelo Tribunal, pois o mesmo deputado alegava que a lei é "racista e demagogica" e não atende ao seu proposito: diminuir as desigualdade sociais. 

Para ver como são as coisas: um homem na figura de um legislador que possui o poder de criar leis entre seus pares não possui uma contraproposta a problemática que gira em relação a um determinado seguimento da sociedade não ter acesso ao ensino superior por conta um sistema "meritocrático" que privilégia demagogos de todas as espécies que se quer terminam o curso.

Então, fica a questão: quem é o demagogo dessa estória?

Creio que o problema reside em quem legisla e não em quem se beneficia de determinada lei seja ela qual for.

Os "analfabetos jurídicos" que se quer possuem conhecimento da Constituição Federal existem em escala geografica por km quadrado. 

Mas, o que mais intriga mesmo é o fato do deputado não apresentar nenhuma proposta como descrevi acima.

Então, seja em Brasília ou no Rio de Janeiro estamos de fato muito "bem" representados, não?

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 21h36
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Praxe acadêmica.

Eu tive a minha primeira experiência fazendo um trabalho de campo.

Eu e minha colega de turma Tatiana procuramos investigar o "Universo neopentecostal" e a lógica financeira que envolve esse seguimento religioso.

Muitas pessoas diziam que eu ia acabar me apagando ao "objeto de estudo" e me convertendo a religião. O tempo inteiro as pessoas diziam isso (risos).

E eu lhes digo: sobrevivi! Não me converti a religião e terminei minha pesquisa.

Palmas para mim, por favor! (risos)

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 20h47
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A produção e reprodução de idéias.

Nesses dois anos estudando Ciências Sociais notei que embora haja um leque cultural enorme a fim de construir novos valores, novas idéias e proporcionar autonomia do individuo determinadas pessoas continuam atadas aos velhos valores, as velhas idéias e ao antonimo da autonomia: a heteronomia. 

Muitos do meus "colegas" renunciam a própria autonomia e criatividade na defesa de "coisas" que não condizem com suas experiências pessoais.

Eu me vejo perseguido por alguns desses "colegas" de turma na Universidade. Eu estou sempre fugindo a fim de conservar algo que não me tiraram ainda: meu livre-àrbitrio enquanto estudante, produtor de novos valores, novas idéias e ator proporcionante de autonomia, e agente capaz de estar desatados aos velhos valores, as velhas idéias a heteronomia em torno de "movimentos", "coletivos" e seus semelhantes.

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 22h02
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Debates acalorados.

Há tempos não encarava debates tão acalorados dentro da Universidade. Há tempos mesmo. 

Eu tenho uma professora que é vereadora aqui no Rio. Então, uma manifestação foi feita, a "professora-vereadora" teve um ataque de nervos com os dizeres (impronunciáveis em meu blog) a respeito. A coisa ficou preta! A "professora-vereadora" não suportou a pressão e rasgou os cartazes. Então, na aula todo mundo esperava que ela se pronunciasse a respeito, fato que ela não fez.

Na saída da aula a acompanhei até o corredor, e em seguida muito amigávelmente a convidei para um debate público junto com outros vereadores na Universidade.

O que ela concordou! Então, é crer para ver.

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 20h26
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Acabou a moleza.

Depois de feriados e mais feriados chegou a hora de pegar no pesado.

A professora já fez a proposta de encararmos uma prova daqui algumas semanas.

Tava tudo muito bom para ser verdade.



Escrito por Rodrigo às 16h13
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Um mês cheio de feriados.

Muitos professores optaram por voltar a dar aulas somente depois dos feriados. Aqui no Rio de Janeiro esse mês comprometeu o começo das aulas e o próprio calendário inteiro.

Meu feriado de Semana Santa começou na quarta-feira passada. Lembrando que a primeira semana de Abril começava as aulas em pleno dia primeiro (dia da Mentira), e vocês acham que sai de casa? Claro que não! A primeira semana foi para "recepcionar" os calouros, e nada de aulas.

Na próxima semana não terei aulas na terça e quinta-feira. E na última semana de Abril temos feriado de Tirandentes (21/4) e São Jorge (23/4).

Como estudar durante esse mês?

 

 

 



Escrito por Rodrigo às 19h37
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A Luta pela formatura.

Eu estou tentando antecipar minha formatura ao máximo. Não posso ficar mais de 4 anos e meio dentro de um curso de graduação, eu quero ser Cientista Social e quem deve  permanecer esse tempo na Universidade são estudantes de Direito e Medicina. Chega de enfrentar greves e delongas!

Essa semana foi o começo das inscrições em disciplinas, e me deparo diante de um absurdo tremendo, fico impedido de cursar a disciplina por conta de poucas vagas sendo oferecidas. Paciência, paciência.



Escrito por Rodrigo às 23h23
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